sábado, 6 de agosto de 2011


Faz frio

Chove, faz frio dentro e fora
Até os lábios estão gelados
Dentro das casas pode existir o calor dos abraços
Carinhos sinceros, sem embaraços

A mãe beija o filho no rosto e diz que o ama
Toda a família almoça junta na sala de jantar
A filha mais velha recebe cartas do namorado
Parece antigo, e é, mas não deixa de ser lindo
Um casal de idéias crianças para se enamorar

Há cheiro de vento, e a sensação é boa
A vontade mais forte é a de gritar eu te amo para a vida
A saída é essa para quem quer momentos felizes
O canto da natureza nesse instanse é maravilhoso, sons de raízes

O coração bate a cada instante, contínuo e pulsante
Vem uma febre baixa e repentina
Uma monotonia chata, mas que algo ensina
É como se uma ventania fosse transformada em pouco ar
Cessam-se as lembreanças, agem as sensações, é hora de chorar.

sábado, 25 de junho de 2011

 Patético

Olha, os batentes das janelas estão gastos
A surpresa bateu longe da contínua ação do tempo
Os cupins roeram o que não deveria ruir
Um vilão para quem está a mercer do agente

As ramas de folhas secas formam a varanda
Não há mais jardim verde apenas traços de uma estação
O temporal transfigurou a cara dos ventos
Já era a questão do contentamento

O sol está de rachar o chão queimado
A chuva assola o solo frágil
Aquilo é o melhor a ser feito
Isto não é satisfação mais o outro sim

Ridícula opção do sim ou não
Será sempre assim,tudo já foi dito até a insatisfação
Rebubinando a vida,as pessoas,o mundo
É patético discutir a sua,a minha,a nossa opinião.

sábado, 9 de abril de 2011



 Desejos Lascívos

Fronte a fronte deslancha a malícia
Intocavél corpo pecaminoso
Peçonhento sabor  propicia,ou fuga do momento que vicía.

Desenfreada emoção instântanea,digerida cegamente
Inóspitos corações,habitados em paixões
A ardente palpitação,reluz,traduz em transparecer o que a mente cogita.

Provocar o íntimo alheio
Navegar em contornos inabitáveis
Invadir a virgendade ingênua,que não tem culpa de desejar

Fantasias contornam o pensamento
O pensamento reflete a imagem
A imagem transforma em objeto
O objeto sacia a imoralidade.

sábado, 12 de março de 2011

 Tu És 

Se o sol se pôr,e a escuridão chegar
Tu és condutor 
Se tribulação me abalar
Tu és que me faz andar

Se o tempo envelhecer-me,e a pessoas esquecer de mim
Tu és o fortalecedor
Se o mundo acabar,e vida faltar
Tu és o criador

Se a razão me faltar, e sabedoria falhar
Tu és o professor
Se a boca não confessar,e os ouvidos não ouvir
Tu és o restaurador

Se o meu coração não bater,e a luz não acender
Tu és o repositor
Se  minha alma se ferir,e nenhuma dor sentir 
Tu és o amor


Rosa vermelha

Uma vez quis tocar numa rosa
Fui iludido pelas pétalas sensíveis
Cheguei a pensar que era uma relação amorosa,
pórem um espinho escondido me fez ver o sangue em meus dedos
Talvez os espinhos realcem o tom da beleza das flores
Talvez não
Quis abraçá-la num abraço tênue e carinhoso
Mas, não deu para senti-la, estava tão longe de mim que só vi meros vultos sem cores
As suas poucas folhas verdes chamavam a atenção, e quase escondiam sua paixão vermelha
E não foi ela que me fez sentir tal sensação que sinto agora
Foi ele mesmo, meu pobre coração, que tentando sentir uma nova emoção, acabou vendo seu sangue poético, debruçado sobre o aroma de uma rosa vermelha, que pode nunca ter existido.

Primavera

O ar está mais leve e o céu mais azul
Pássaros cantam as poesias da vida
O brilho do sol parece mais sensível
As cores do amor estão pintadas no arco-íris

As rosas exalam seu perfume silenciosamente
O gosto dos frutos é mais doce
A euforia está impregnada em meu sangue
O calor das emoções se aquece grandemente

Um beijo foi capaz de mudar minha visão,
abraçando a sensação, iluminando meu coração
Me fez chegar ao mar e pegar a onda da paixão

Depois de um momento voltei ao que era
Não sei quando fui, nem o que fui
Mas, sei que sim, sei que era primavera.

quinta-feira, 10 de março de 2011

 Barquinho

Vasculhando o ambiente aquático,pode-se ver as belezas naturais
A brisa que envolve-me,transforma o meu ser
Raios de sol penetra-me a alma,que deleita-se em sabores

No  vai e vem das ondas,agita o barquinho
Encontro-me nele que permanece a balançar
Trilhas vai deixando no azul do mar
 Suaves chuáchuá que firmam a cantar.

Gaivotas brancas que vem nos visitar
Passeiam no outro barco,só para nos encantar
No sobe e desce do mar,permanescem a nos olhar
Na volta,uma apenas,que preferiu repolsar

Aos poucos o barquinho vai chegando
Uma experiência nova que tenho para contar
Daqui já posso ver a terra aproximar
 Logo,logo chegarei,pois já é hora de atracar.